Bistrô

Ela se conhecia como a pessoa mais desastrada do mundo. E isso era desconcertante.
-Não conhecia muitas pessoas. Tinha poucos amigos e se divertia pouco.
Aquele dia não tinha sido nada especial.
-Só barulhento demais. 
E isso a fazia ter certeza de que no final do mês poderia pagar todas suas dívidas.
Ela era dona de café! Um bistrô, na verdade!
Café com amor!Que nome mais plausível. -Pensei.
Pode?
A menina tinha uma lista incrível de amores e desamores.
'Tava' sempre entrando ou saído de um relacionamento. 
Mais era a mulher mais linda que eu havia visto nos últimos anos.
Concluí essa tese sobre sua vida,
quando me casei com os olhos dela na outra tarde.
-Talvez você só esteja carente. -Foi isso que um amigo disse pra mim.
-Que se dane, - Eu disse.
-Cara, Vou até o fim.

Me traga um café por favor?! - Um simples. - Eu disse.
Me acomodei em uma mesa redonda, um cantinho aconchegante. Dei uma leve observada pelas paredes.
pelo chão, dentro de portas. -Eu cheio de pretensões.
Havia alguns quadros... Replicas talvez.
Algumas rosas que enfeitavam a entrada e a saída. Eu estava mais alucinado que na época Cannabis na adolescência.
 Enfim... Meu café chegou.
-Quente. Suspirei levemente e Levei aos lábios. 
-A garçonete deu um  leve aceno com a cabeça e um qualquer coisa só me chamar e foi se retirando da minha presença.
Ei! Volte aqui. por favor! -Fui rude, eu acho! - A pobrezinha tinha olhos nervosos.
Então era hora de eu sorrir. 
Sorri.- E seus olhos agora eram mais calmos, quase mortos.

Café com amor ? - Não é isso? Eu disse.
Sim, sim. Disse... Quase sem voz.
-Essa altura eu devia ser o cara mais louco que já havia pedido café ali.
-Querida. -Tá faltando o amor. - Chame sua gerente, por favor!

Continua...




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